
Infelizmente no século XXI nossas crianças vêm sendo privadas de brincar em nome da racionalidade, da eficiência e do labor. Quase todos os adultos, sejam pais ou professores, entendem que uma criança de 4 anos, por exemplo, deve estudar para que se alfabetize rapidamente. Esta concepção de “infância produtivista” faz parte do sistema consumista e capitalista em que vivemos, por isso torna-se difícil apontar culpados, já que todos estamos imersos na mesma sociedade.
É frequente, na clínica psicológica de atendimento à infância, observarmos o espanto dos cuidadores quando trabalhamos com uma criança através do brincar espontâneo, dos jogos dramáticos livres e das linguagens artísticas. Em geral espera-se que o psicoterapeuta converse e explique conceitos ou comportamentos à criança, algo extremamente inadequado e ineficaz.
Para ajudar uma criança que está com alguma dificuldade, para contribuir com seu desenvolvimento integral e para se vincular com ela é preciso brincar! Um diálogo com crianças se estabelece através do brincar, muito mais do que do falar, porque é brincando que exercitamos e compartilhamos nossa imaginação.
Vale a pena tentar!
Andrea Martins – Psicóloga e Psicodramatista – CRP 06/45353