Dia dos professores: solidariedade

Neste Dia 15 de outubro deveríamos comemorar a importância das educadoras e educadores em nossas vidas! Mas o que há para ser comemorado em tempos tão difíceis?!

Tanto na clínica quanto em instituições educacionais, venho partilhando das dificuldades, tristezas e alegrias que professoras e professores vivem, em cotidianos massacrados por situações de violências variadas. Assédios, agressão psicológica, física e verbal, baixos salários, excesso de trabalho, desvalorização profissional por parte da sociedade como um todo. São muitas as queixas absolutamente legítimas de quem luta para construir um país mais decente, num momento de barbárie e falta de civilidade.

Enquanto psicodramatista que atua também na área de educação, pelo método do Sociodrama, é possível acolher o sofrimento, as angústias e afetos de um grupo, buscando caminhos e possibilidades de ação, transformação e partilha, por mais difícil que seja.

Não há fórmulas mágicas, técnicas infalíveis para resolução de problemas, tendo em vista que estes geralmente se relacionam às condições estruturais do próprio trabalho educacional. Compreender isso é fundamental para estar com os professores numa posição horizontal, de escuta, troca e ternura.

Qual será o futuro de um país e de uma sociedade que parece não valorizar a Educação, muito menos ainda os seus agentes, responsáveis pelo cuidado e pela transmissão de conhecimento, pela formação da cidadania e do caráter dos educandos e educandas? Qual será o futuro de um povo cuja proposta de governo para a Educação é reduzir custos, cortar orçamento, fechar escolas e universidades? 

Repito: compreender em que cenário político, econômico e social vivemos é extremamente necessário para estar/atuar junto aos setores da Educação. De outro modo, estaremos pactuando com a barbárie de um neoliberalismo que destrói mentes, corpos e vidas.

Para encerrar, Solidariedade. Minha total e irrestrita solidariedade a todos e todas que atuam na área da Educação.

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