Trata-se de um filme que abre várias possibilidades de discussão, desde a dependência das drogas até o significado de um ritual de casamento. É este ritual que organiza toda a ação do filme e propicia o reencontro de uma família, digamos assim, disfuncional e trágica.
As relações entre pai, filhas, mãe, irmãs e outros personagens são marcadas por uma tensão incômoda, que nos faz refletir sobre nossos próprios relacionamentos familiares, sobre coisas que gostaríamos de dizer e não dizemos, sobre sentimentos que temos uns com os outros e não revelamos, sobre a enorme dificuldade de nos comunicar… ouvindo e falando de forma espontânea, por exemplo.
Kim ( Anne Hathaway ) é a irmã e filha que volta ao lar por um período determinado, disparando situações e provocando diálogos reveladores, intensos e verdadeiros, bem como inesperados para uma festa de casamento. É ela também a imagem de nossas contradições, nossa fragilidade e agressividade, força e impotência ao mesmo tempo.
Nada a ver com o filme típico americano, à maneira Hollywood. Bem ao contrário, é cinema apenas humano, digno de tocar profundamente todos aqueles que se interessam pelas pessoas, pela afetividade e pelos conflitos que dela fazem parte.
De fato o filme se desenrola como você escreve: abre um leque de possibilidades para o diálogo íntimo para quem o assiste. Gostei muito!
Ana Marly de Oliveira Jacobino
Tensão incômoda, disse vc. Põe incômoda nisso! risos.
O filme, de fato, é muito bom! E acima de tudo, incomoda!
Abraço e tudibom!