
Convidada para participar e mediar uma Roda de Diálogo sobre homofobia e transfobia nos esportes, com adolescentes do Sesi Piracicaba, qual não foi minha surpresa ao constatar tamanho conhecimento e interesse pelo tema.
Não é tarefa fácil Incentivar e cativar os adolescentes para o conhecimento em tempos de tanta excitação, redes sociais e estímulos contínuos. Mas se a temática diz respeito às experiências vividas e compartilhadas, uma brecha de luz se abre.
O brilho nos olhos e a emoção das palavras coloriram esse encontro tão potente, com jovens que parecem fazer do conhecimento uma paixão pela vida. Nada mais inspirador para educadoras e educadores comprometidos com o verbo esperançar!
É preciso valorizar e acolher essa geração que tem muito para falar, exprimir e realizar. Como alcançá-los, afetá-los e compreendê-los é sempre um enorme desafio, a depender de inúmeros fatores que se relacionam interseccionalmente: classe, raça, gênero, região do país, valores familiares, individualidade.
De todo modo, apesar de acompanharmos tantos relatos diferentes deste que aqui escrevo, retratando cenas de violência, indisciplina e desinteresse nas escolas, nenhuma sociedade pode renunciar a tal desafio, abandonando crianças e adolescentes.
Sigamos nas trilhas do grande mestre Paulo Freire para que sejamos capazes de construir novas linguagens e novos mundos, juntos e ao lado de nossos jovens!