
O trabalho configura-se como território de pertencimento, reconhecimento e identidade, mas também como espaço de sofrimento psíquico. No modelo neoliberal, o papel profissional é atravessado por exigências de desempenho máximo, disponibilidade contínua e responsabilização individual, levando a processos de assujeitamento, fragilização dos vínculos e adoecimento mental.
Essa vivência psicodramática propõe uma reflexão crítica e experiencial sobre os percursos do papel profissional, promovendo, por meio do Psicodrama, a investigação do assujeitamento e das possibilidades de criação.
Parte-se da compreensão de que o sofrimento no trabalho não se reduz à dimensão individual, mas é relacional e estrutural, sendo produzido por lógicas que capturam a subjetividade e deslocam o sofrimento para a esfera da falha pessoal.
A metodologia utilizará o Teatro Espontâneo mediado por textos literários, seguido de processamento teórico-prático.