Masculinidades e socialização: um debate sobre gênero

Pesquisa, muita dedicação e estudo para escrever esse trabalho de conclusão de curso de pós graduação em Atendimento Clínico das Diversidades Sexuais e de Gênero, junto ao Instituto de Pesquisa em Psicanálise e Relações de Gênero: A construção das masculinidade sob a perspectiva da socialização dos meninos.

Discutir as diversas masculinidades é uma das pautas imprescindíveis para avançar nos debates sobre gênero e sexualidade. Masculinidade diz respeito à construção sociocultural de gênero que varia no tempo, no espaço e na história, produzindo significados diferentes na forma com que os homens se vêm a si mesmos, se relacionam com o mundo, com os outros homens, com as mulheres e as instituições.

Considerando que a subjetividade – o modo de ser, de sentir, pensar, agir e se relacionar – é constituída através de relações de poder, no interior de instituições como a família e a escola, dentre outras, é preciso compreender o papel da socialização dos meninos – neste caso, cisgêneros, – na construção da masculinidade. Quais são os problemas e as dificuldades que esta socialização pode ocasionar?

Em outras palavras, quais são os efeitos da socialização na constituição da masculinidade? Como as relações familiares e a escola participam desse processo de subjetivação que, em certa medida, impõe formas de existência? Que tipos de masculinidades essas relações propiciam e exercitam? Quais normas e rituais compõem todos esses vínculos? Será que houve mudanças no decorrer das últimas décadas?

A investigação realizada descreve alguns espaços de socialização, na família e na escola, no qual muitos meninos são incentivados a desenvolver um papel de gênero masculino de acordo com o que foi denominado, por alguns estudiosos, de masculinidade hegemônica. Nesses espaços homo sociais, também nomeados casa-dos-homens, há normas e códigos a serem seguidos, estabelecidos a partir de hierarquias. O bullying, inclusive, pode ser uma prática naturalizada entre eles.

Autoras e autores importantes, que participaram dessa produção, são filósofos, sociólogos e psicólogos, como Michel Foucault, Judith Butler, Michel Kimmel, Raewyn Connel, Valeska Zanello, João Silvério Trevisan, Jonathan Katz, Heleieth Safioti, Daniel Borrillo, Bell Hooks.

 Andrea Martins – Psicóloga CRP 06/45353 – Especialista em Diversidade Sexual e de Gênero.

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