Infância e espaço público

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Agora que a pandemia está em declínio, podemos perceber a importância da escola e dos espaços abertos para as crianças. Lugares de convivência, de brincadeira, de aprendizagem, de partilha, de quedas, conflitos, choros e alegrias! Destaco, neste pequeno texto, os espaços públicos de interação social.

Não há mais qualquer dúvida de que a experiência, a exploração e a percepção desses espaços para as crianças pequenas, principalmente, é imprescindível. As praças, os parques, a praia, a calçada, a faixa de pedestre, as pessoas circulando representam possibilidades de descoberta, investigação, encontro e liberdade. Basta observá-las que constatamos esse estado de presença, vivacidade e interação afetiva com tudo o que há ao redor. 

Além da experiência sensorial e libertária, que resiste aos espaços confinados de um apartamento, de uma casa, de uma escola com grades, de um shopping ou mesmo de um celular, possibilitamos a formação da cidadania, do sentimento de solidariedade e da empatia.

Porque é somente nesses espaços que a diferença entre as pessoas pode ser vivida e compartilhada de uma maneira mais democrática. O nível de controle e normatização, em geral, é menor do que nas instituições e lugares fechados, portanto a criatividade para lidar com situações de conflito, por exemplo uma briga entre os pequenos, precisa ser maior. 

Oferecer às nossas crianças a circulação pelo espaço público é uma função educativa de extrema importância. Não nos esqueçamos disso!

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