
Esse trechinho do maravilhoso poema Mundo Grande, publicado no livro Sentimento do Mundo, em 1940, do poeta Carlos Drummond de Andrade, expressa em palavras, quem sabe, a primeira Roda de Afetos online, realizada na quinta-feira 25 de junho.
Histórias tão lindas de força e fragilidade, medo e coragem, delicadeza e apreensão, esperança e indignação foram narradas, suscitando emoções e reflexões importantes, como: porque é tão difícil a aprendizagem da empatia, do encontro singelo com o outro? Será que é possível desenvolver essa capacidade? É possível ainda criar outras histórias, coletivamente? Nas quais as pessoas se comovem e cuidam umas das outras?
Precisamos resistir à barbárie pelo exercício da imaginação, instigando-a, provocando-a, ampliando-a e aperfeiçoando-a. Resistir à barbárie pela teimosia da criação coletiva, que não cessa de pulsar em cada um de nós. Resistir à barbárie pela insistência em olhar nos olhos um do outro, mesmo que seja através da tela de um computador, um celular ou um iPad. Com o brilho do olhar do outro refletindo em cada um de nós, podemos, enfim, seguir a vida enfrentando todas as dificuldades impostas.
Não tenho a poesia de Drummond, mas o Sentimento do Mundo me habita, por isso registro aqui meu carinho e abraço aos participantes deste Encontro tão potente!